A maior lição: Se entregar de mente, corpo e alma a um objetivo.
- Diogenes Carvalho Lima

- 28 de mar. de 2024
- 2 min de leitura

Muitos sabem que sou Católico e acredito plenamente que Jesus Cristo é o Filho de Deus.
Feita esta introdução, hoje quero tratar de Jesus como ser humano, como um de nós.
Ele desde cedo esteve engajado no propósito de levar o Amor à todas as pessoas sem distinção.
Jesus talvez seja o primeiro homem "público" a falar em diversidade, respeitar e "lutar" verdadeiramente pelas diferenças. Foi Ele quem respeitou as mulheres numa sociedade patriarcal e machista. Introduziu as crianças na relação com os adultos. Devolveu a dignidade aos marginalizados da época, e não me refiro aos milagres, que atribuo a sua divindade, mas das atitudes humanas, que qualquer um de nós pode assumir.
Retirou-se afim de preparar-se para cumprir sua missão de propagar com exemplos e palavras os valores de seu Pai e na sua "ambição" de levar o Reino de Deus a todos os povos.
Após sua preparação e provação, como líder e gestor, sabia que não conseguiria fazer esta "transformação" e que, não poderia alcançar seu objetivo, sem a ajuda de pessoas engajadas e comprometidas com esses valores.
Então iniciou-se o processo de seleção e recrutamento. Sim, primeiro selecionar com quem compartilhar o propósito e depois recrutar as pessoas para a tarefa.
Aqui não deve ter sido muito difícil se encantar com Jesus, não por que tivesse um rosto angelical como os retratados pelos artistas europeus, mas pela firmeza no falar, a postura no andar, os ensinamentos proferidos, a inteligência e o conhecimento, a correção fraterna e o cuidado com o outro. Aliás uma atitude que todo o ser humano, independente de sua crença, deveria imitar.
Já nesta fase, é possível verificar que "sua" organização teria sucesso, pois estava baseada no equilíbrio entre as habilidades, conhecimentos e atitudes dos escolhidos.
O próximo passo era promover através de fundamentos muito fortes a mudança de pensamento desse grupo de pessoas mais próximas do "fundador" de maneira que esse mesmo grupo pudesse multiplicar o conhecimento de maneira a atingir todos os povos.
Os não Cristãos não acreditam em Jesus como Deus, mas é inegável que como ser humano deixou marcas permanentes na humanidade.
Jesus foi um líder protagonista, cujo "accountability", era a sua marca. Mesmo diante da morte não voltou atrás no seu propósito. Em nenhum momento transferiu a responsabilidade de seus atos, e atos de imensa generosidade.
Apesar de mestre e líder, Ele tornou-se o menor entre os seus, e mais, foi o único que se entregou a morte, e uma morte horrorosa afim de cumprir sua missão.
Qual de nós, como líder, é capaz de se entregar a morte, nem que seja a morte de nosso ego, por um dos membros de nossa equipe? Qual de nós é capaz de morrer por um desconhecido?
Que a Páscoa seja para cada um de nós uma oportunidade de evolução no caminho que nos leva à felicidade, não só a nossa, mas daqueles que nos cercam.
Feliz Páscoa!




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