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Não se trata de saudosismo, trara-se de VALORES.

Foto do escritor: Diogenes Carvalho Lima
Diogenes Carvalho Lima
27 de mar. de 2024
3 min de leitura

Texto, adaptado por mim, de autor desconhecido.


Nasci em São Paulo, Capital, vivi minha primeira infância no interior do Estado, na Cidade de Matão, e quando eu estava com 8 anos minha família voltou a morar na Capital.


Nas décadas de 1970, 1980 e 1990, ia para a escola a pé e muitas vezes acompanhado de amigos. Íamos conversando e muito contentes.


As pesquisas de trabalho escolar eram realizadas em bibliotecas públicas e escritas a mão em papel almaço.


Se estivesse igual como no livro, estávamos encrencados com os Professores.


É Professor com "P" MAIÚSCULO, devido seu elevado grau de importância na vida de uma criança, de um jovem, de um adulto.


Os pais, a sociedade em geral e alunos respeitavam os Professores. Muitos de nós queriam ser Professores quando crescessem.


Minha irmã, por exemplo, tornou-se Professora e hoje é proprietária de um escola, e tem muito amor pela sua profissão. E eu tenho muito orgulho dele e do que faz para a sociedade.


Na escola tinha o gordo, o leitão, o 4 olhos, a branquela, o neguinho, tinha o canela fina, o anão, o narigudo, a Olivia Palito, o cabeção, o (a) Sukita, porco da índia, chiclete e muitos outros apelidos.


Eu era o foguinho, por causa dos meus cabelos "dourados". Acredite eu fui ruivo, atualmente, já faz um certo tempo, estou prateado. Kkk


Logo me tornei o Digi. Muitos não conseguiam pronunciar meu nome. Nenhuma criança deveria chamar Diogenes. Kkk


Todo mundo era zoado (giria daqueles tempos), às vezes até brigávamos, mas logo estava tudo resolvido e seguia a amizade...


Existia o valentão, mas também existia quem nos defendesse.


Tinha o dia do flúor, dia da vacina... e era de revólver, se você é 50+, sabe do que estou falando!!!


Toda segunda-feira, antes de iniciar as aulas, cantávamos o Hino Nacional com a mão no peito. Tínhamos orgulho do nosso país.


Conhecíamos e respeitávamos os Símbolos Nacionais.


Tenho absoluta certeza de que a imensa maioria dos 50+ têm orgulho de ter vivido aquela época.


Comprávamos o famoso "Ki-suco" com $10 centavos, de sei lá de qual moeda, e era o único pó que conhecíamos. Fazíamos 2 litros com um pacotinho e a língua ficava colorida por uns dois, três dias. Kkk


Época em que ser gordinho(a) era sinal de saúde e se fosse magro(a), tinha que tomar Biotônico Fontoura, foi o meu caso. Acredito estar acima do peso, até hoje, de tanto ter tomado esse tônico. Kkk


Colecionávamos figurinhas, selo, papel de carta, boneca de pano e para os mais afortunados garrafinhas de refrigerantes, e com caixinha e tudo!


As brincadeiras eram saudáveis, brincávamos de bater figurinhas, jogávamos bola na rua.


Nossa aventura era tocar campainha e sair correndo. Coisa de "moleque". Esse deve ter sido o único e maior delito na vida de muitos da minha época.


Na rua brincávamos de pique esconde, queimada, pega-pega, bicicleta, pula corda, elástico, bolinha de gude, taco, empinar pipas e muitas outras coisas.


Todo mundo brincava junto e era muito bom. Bom não, era maravilhoso!!!


Naquele tempo nossa única dor era quando usávamos merthiolate nos machucados. Esse ardia, lembra?


Hoje, para não "ferir" os sensíveis, até esse profilático não arde mais, e eu particularmente nem sei se serve para alguma coisa.


Éramos felizes.


Nossos pais eram presentes, educação era em casa, não se terceirizava para a Escola, Igreja e mais recentemente para a televisão e Internet.


Nada de chegar com algo que não fosse nosso, desrespeitar alguém ou se meter em alguma encrenca, pois somente um olhar bastava. E logo vinha o famoso e temível "em casa a gente conversa". Quem nunca?!


Nossas pernas conversavam, algumas vezes, com as Havaianas. Kkk


Tínhamos hora para chegar e nem um minuto a mais do que o combinado, do contrário as mães chamavam a Polícia. E a Polícia era respeitada pelos cidadãos e temida pelos marginais.


Levantávamos para os mais velhos se sentarem.


Almoçávamos e jantávamos à mesa e todos juntos, e com muito respeito e educação.


Fico me perguntando, quando foi que tudo mudou e os valores se perderam?


Mais do que relembrar uma época maravilhosa que vivi, o que está descrito acima são os valores que, na minha opinião, precisamos resgatar com a máxima urgência.


Te convido e incentivo a resgatar os valores para o nosso bem e das novas gerações.


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